A maioria das pessoas acha fascinante os olhos de tonalidade azul ou verde. Eu, em contrapartida, prefiro os castanhos. Não por serem os mais bonitos, mas por terem algo que, à partida, os outros tons não têm: força, profundidade.
Se associarmos à cor azul a calma dos mares e à cor verde a harmonia da natureza, devemos então associar à cor castanha a força das tempestades. É uma cor que se faz afirmar, dominante na sua expressão e que apresenta no seu olhar profundo, um temperamento, carácter e feitio característicos e únicos. Porém, sim como em todas as tonalidades há castanhos e castanhos. Castanhos com muita expressão e castanhas pouca ou ausência de expressão. Pessoalmente tenho preferência pela pouca aparente expressão. Esses sim cativam-me, encantam-me. Acredito que quanto menor a expressão, maior a mistério que os circunda, o que torna sempre um desafio saber no que estão a pensar.
Ninguém encara olhos castanhos. É impossível. Principalmente quando eles nos olham fixa e penetrantemente, acompanhados de uma sobrancelha erguida e um ar de desdém.
Os olhos castanhos, especialmente os escuros têm outra característica: a pupila se mistura à íris e poucas vezes sabemos qual é o real foco do olhar. Facto que os torna intimidadores, enigmáticos e charmosos, podendo comunicar, por vezes, sem nunca pronunciar uma palavra.
Um olhar castanho reprova, recrimina, ama, odeia, coage, pressiona, compactua. Os olhos castanhos são os meus preferidos.
"Façam o Favor de Ser Felizes"- Raul Solnado
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